A papilomatose canina é uma doença neoplásica e infecciosa sabidamente de origem viral, porém a via de transmissão ainda permanece desconhecida. É causada pelo Papilomavirus e se caracteriza pelo aparecimento de papilomas principalmente na região oral, nos lábios, faringe e na língua dos animais acometidos.
É freqüente sua observação no atendimento clínico, geralmente ocorrendo em cães filhotes ou jovens com a idade variando entre um a cinco meses. Felizmente estes tumores costumam regredir espontaneamente entre quatro a dez semanas após o início das lesões tumorais. Porém, em alguns casos tendem a permanecer crônicos.
Os papilomas consistem de estruturas semelhantes a verrugas que apresentam um rápido crescimento na pele e na mucosa. Os sintomas clínicos variam de acordo com o número e a localização das lesões.

Manu - Fêmea SRD (Sem Raça Definida) com 7 meses de idade, mostrando detalhes da papilomatose.

Benedita - Fêmea da raça Terra-Nova com 4 meses de idade
Pelo fato desta enfermidade ser autolimitante, normalmente não se realiza um tratamento na maior parte dos animais.
Dependendo da extensão da papilomatose, há um comprometimento do estado geral porque ocorrem também infecções secundárias nas lesões. Neste caso, os cães filhotes que estão em fase de crescimento passam a se alimentar menos ou até deixam de comer e salivam abundantemente, porque além da dificuldade de engolir, as verrugas provocam obstrução, incômodo e dor. Pelo fato de não existir um tratamento definitivo e a doença ser autolimitante, o que é feito na prática é um tratamento de suporte e conservador.
Entretanto, em animais que estão sofrendo e severamente acometidos ou até mesmo por interesse estéticos, nos quais dependendo da localização da papilomatose, ainda ocorrem traumas das verrugas provocando sangramento, podem ser adotados outros tipos de protocolos de tratamento tais como a ressecção (remoção) cirúrgica, o uso de antivirais, autovacinas ou drogas imunomoduladoras, isto é, drogas que tem a capacidade de ajudar a aumentar a resistência orgânica do cão acometido.